Galos não são o sol só porque cantam no alvorecer
Crédito foto: Thiago Ribeiro (Agif)
No excelente livro “Onze Anéis”, do técnico Phil Jackson, que comandou os esquadrões campeões do Chicago Bulls e Los Angeles Lakers, o treinador fala das dificuldades de se correr atrás de um segundo título depois de alcançar o topo.
Em um dos episódios da terceira temporada de “The Sinner”, o personagem Nick Haas, interpretado pelo ator Chris Messina, diz que a única coisa que resta ao alcançar o topo é se jogar de lá.
Através de suas vivências, Jackson demonstra que conseguir uma nova jornada vitoriosa exige humildade em dobro, foco e determinação, pois muitos dos agentes principais da primeira conquista vão se lambuzar com os louros da vitória e esquecer que ainda há mais estrada a se trilhar. Nem todos conseguem se desprender do passado e acabam se jogando do topo. Há crédito por conta do que foi feito antes.
É exatamente essa a Via Crucis que Jorge Jesus tem pelo seu caminho. Se bem que há mais uma opção na equação que se jogar do topo ou seguir buscando foco e determinação. Segundo o jornal português A Bola, o Benfica já mandou representantes ao Brasil para seduzir o técnico de forma financeira e geográfica. A diferença é de quase quatro milhões de Euros anuais a mais e de um território mais seguro.
Em sua mistura de técnica, raça e letalidade, o time do Flamengo é o melhor do Brasil. E com um corpo de vantagem com relação aos outros de primeira linha. É algo significativo. No entanto, o topo já foi alcançado e alguns já estão se banhando com águas passadas. É um Rafinha que esnoba novatos do Fluminense, um Landim que esquece em que se escora a mística rubro-negra, o próprio Jesus que nega a competitividade de um adversário. Há galos que só porque cantam no alvorecer querem dizer que são o próprio sol.
Ninguém tem a menor dúvida de que o Flamengo é favorito para ficar com o título e que tem material humano para disparar goleadas no Fluminense nesses dois jogos, adversário que o venceu nos pênaltis na decisão da Taça Rio, em performance considerada abaixo da média por torcedores e analistas. Há uma certeza: acontecerão mais partidas ruins como essa durante o que sobrou da temporada forçada de 2020. O nome disso é desgaste. E a questão é se há foco, determinação e humildade como havia em 2019. A superioridade de teoria já derrubou Mike Tyson, a Holanda de 1974, o Brasil de 1982...
Se eu fosse Jorge Jesus, diante do cenário desorganizado do Brasil e na política rubro-negra, eu me prepararia para me vestir de vermelho em Portugal. É melhor pelo projeto, pelo dinheiro e para não correr a tentação de se jogar do topo.
No excelente livro “Onze Anéis”, do técnico Phil Jackson, que comandou os esquadrões campeões do Chicago Bulls e Los Angeles Lakers, o treinador fala das dificuldades de se correr atrás de um segundo título depois de alcançar o topo.
Em um dos episódios da terceira temporada de “The Sinner”, o personagem Nick Haas, interpretado pelo ator Chris Messina, diz que a única coisa que resta ao alcançar o topo é se jogar de lá.
Através de suas vivências, Jackson demonstra que conseguir uma nova jornada vitoriosa exige humildade em dobro, foco e determinação, pois muitos dos agentes principais da primeira conquista vão se lambuzar com os louros da vitória e esquecer que ainda há mais estrada a se trilhar. Nem todos conseguem se desprender do passado e acabam se jogando do topo. Há crédito por conta do que foi feito antes.
É exatamente essa a Via Crucis que Jorge Jesus tem pelo seu caminho. Se bem que há mais uma opção na equação que se jogar do topo ou seguir buscando foco e determinação. Segundo o jornal português A Bola, o Benfica já mandou representantes ao Brasil para seduzir o técnico de forma financeira e geográfica. A diferença é de quase quatro milhões de Euros anuais a mais e de um território mais seguro.
Em sua mistura de técnica, raça e letalidade, o time do Flamengo é o melhor do Brasil. E com um corpo de vantagem com relação aos outros de primeira linha. É algo significativo. No entanto, o topo já foi alcançado e alguns já estão se banhando com águas passadas. É um Rafinha que esnoba novatos do Fluminense, um Landim que esquece em que se escora a mística rubro-negra, o próprio Jesus que nega a competitividade de um adversário. Há galos que só porque cantam no alvorecer querem dizer que são o próprio sol.
Ninguém tem a menor dúvida de que o Flamengo é favorito para ficar com o título e que tem material humano para disparar goleadas no Fluminense nesses dois jogos, adversário que o venceu nos pênaltis na decisão da Taça Rio, em performance considerada abaixo da média por torcedores e analistas. Há uma certeza: acontecerão mais partidas ruins como essa durante o que sobrou da temporada forçada de 2020. O nome disso é desgaste. E a questão é se há foco, determinação e humildade como havia em 2019. A superioridade de teoria já derrubou Mike Tyson, a Holanda de 1974, o Brasil de 1982...
Se eu fosse Jorge Jesus, diante do cenário desorganizado do Brasil e na política rubro-negra, eu me prepararia para me vestir de vermelho em Portugal. É melhor pelo projeto, pelo dinheiro e para não correr a tentação de se jogar do topo.

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